domingo, 27 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

De volta

Sejas bem aparecido! – Dirão com certeza depois destes alongados dias de ausência por estas bandas.

Têm completa razão mas a minha vida nos últimos tempos tem sido castigada por um turbilhão de afazeres.

Em primeira mão quero que saibam que fiquei colocado pelos reinos dos Al garbes, em plena capital da região, de novo afeiçoado pelas densas brumas e frescas borrascas libertadas pelo casamento do mar Mediterrâneo com o atrevido Atlântico.

Foram tempos de grandes agitações. Mudei de escola, deixando por lá alguma saudade. Voltei ao Básico, às idades da confusão, da agitação, das hormonas exaltadas. Talvez não seja outra vez o grande transmissor de conhecimentos que fui o ano anterior nem o amigo próximo para os alunos, mas decerto, serei como sempre fui, uma tentativa de exemplo moral e cívico, um homem que promove bons valores e ideias.

Tenho oito turmas e sou Director de Turma, pressupondo, por isso, um mergulho em grandes profundidades oceânicas de papéis, medidas correctivas, provas de recuperação, relatórios…., aliás avaliam-me mais tendo em conta essas profícuas realizações que por ser um grande professor, um transmissor de conhecimentos e atitudes cívicas e morais.

Seja como for uma coisa nunca me faltou: coragem.

Agora virando o leme para outro assunto, sabem que estou bronzeado, a pele apresenta uma indefinição entre um castanho desmaiado e simultaneamente ofuscante de brilho. Passei as férias no Algarve mas os dias mais agitados passaram-se em pela Serra da Estrela na aldeia de Corgas, a minha santa terra. Já que o ano passado não tive férias foi o aproveitar máximo do sol, da piscina, das minis, da companhia, dos amigos da família. Agora todos deram para implicar com a minha barriga, ou porque está redonda, ou porque pareço um abade – que me perdoem mas costumam ser rechonchudos – enfim já serve de pretexto para todos os gozos. Até já me envergonharam pois nem nos camiões era tão forte. È a vida de Professor que não me deixa tempo para umas corridas, uns passeios de bicicleta ou uma futebolada. Não gosto de ginásios.

Por falar em camiões, ando com uma sapeira de pegar num bicho que nem imaginam. Ser o rei da estrada, arrancar e sentir o som do engrenar de tantas velocidades para cima e para baixo, agradecer o bater de luzes nas ultrapassagens…

Já agora para essa malta da roda que ando por essa Europa fora, vejam lá se dizem qualquer coisa quando passarem aqui pelo sul.

Abraço para todos