sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Quando lá passo lembro-me disto que escrevi a uns anos:

A loucura de um homem...a cegueira de um povo

Para uns, louco compulsivo para outros um salvador, Hitler foi, sem dúvida, uma das personagens mais marcantes do século passado, senão mesmo da imensurável história da Humanidade. As razões todos as conhecem, ou pelo menos já ouviram falar, mesmo que em tons superficiais e em contextos menos ocasionais.
Convém, portanto, reportarmo-nos a alguns factos passados. Corria o final da I Grande Guerra Mundial pouco antes da Tríplice Aliança cair aos pés do Tríplice Entende - na altura as duas forças em confronto - quando de uma companhia que começara a sua campanha com largas centenas de homens poucos escaparam com vida, encontrando-se entre eles o “protegido” Adolf Hitler, então cabo do exército alemão. Assim (re)começou a história de um homem cuja a sua patente militar nunca deixaria adivinhar um futuro quão magnânime como aterrador para a humanidade, se é permitido tão forte antagonismo.
O rancor e a indignação mal digerida da humilhação imposta pelo tratado de Versalhes, o orgulho ferido, condimentado pelo desejo voraz de vingança cresciam num sentido irreversível, tal qual uma panela de pressão pronta a rebentar a qualquer momento. Foi neste cenário que surgiu esse homem banal, igual a tantos outros, mas que se viria a revelar mais que isso. Ciente do momento, propício para avançar com as suas ideias maquiavélicas, Hitler apresentou-se ao povo como um verdadeiro salvador da nação germânica, capaz de a elevar a seu expoente máximo, ao Éden.
Apesar do seu programa ser um tanto confuso, era, sobretudo, bastante demagógico, agradando a todos os sectores da sociedade desde a pessoa mais comum até ao mais celebre erudito, desde a criancinha na mais tenra idade até aos de mais avançada idade. Dotado do dom da palavra, criava uma empatia “sobrenatural” com todo o seu povo, os seus discursos inflamados sideravam as massas transportando-as até ao êxtase e à hipnose, provocando o histerismo, um fascínio que se confundia com uma cegueira colectiva, enfim, uma espécie de adormecimento social.
Impôs-se então definitivamente como o líder da nação, gerando um verdadeiro culto em torno da sua personalidade, apoiando-se em estruturas cuidadosamente planeadas para o efeito como as SS, a Gestapo e a mocidade hitleraniana. Ás mulheres estava destinado um papel subalterno, sendo inclusivamente consideradas seres inferiores, talhadas para a vida familiar e lides domésticas, cabendo ao homem um papel mais activo e interveniente na vida socioeconómica.
Em 1939 rebentou finalmente a panela, impotente para aguentar tanta pressão. Foi a desencadear do período mais negro e sangrento do século XX, cinco anos de terror e sangue inocente derramado sobre a bandeira da liberdade. O desejo de expandir o território em todos os rumos e direcções espalharam a guerra por praticamente todo o mundo, para a qual também contribuíam o Japão na Ásia e a Itália na Europa, igualmente estados totalitários que comungavam do nacional-socialismo. Outros países, como Portugal, mantiveram-se neutros, com a contrapartida de fornecer bens e produtos aos nazis, enquanto o seu povo, esfomeado, vivia em profunda miséria.
Ao desejo de conquista associava-se a ambição oculta de exterminar todos os judeus (que Hitler considerava os responsáveis pela desgraça da Alemanha) à face da terra e de criar a raça ariana, duas ideias absurdas que só uma mente doentia podia congeminar. Para materializar a solução final, os nazis começaram por cercar os judeus em guetos – ficou celebre o de Varsóvia na Polónia – depois de lhe expropriarem os seus bens, dando depois início à terrível matança, primeiro por meio de fuzilamentos colectivos, mais tarde através da solução engenhosamente encontrada para a matança colectiva: as câmaras de gás nos campos de concentração. Os judeus eram transportados em comboios de transporte cheios até à exaustão e sem as mínimas condições, pois muitas vezes as pessoas asfixiadas viam-se obrigadas a pisar os mais frágeis esmagando-os, ou a fazerem as suas necessidades no chão bebendo a própria urina para matar a sede. Um verdadeiro Inferno, mas ainda longe do que os esperava. Quando chegavam aos campos de concentração não sabiam o que lhes iria acontecer mas o cenário grotesco e o cheiro a morte não augurava boas coisas. As famílias eram separadas, homens para um lado, mulheres e crianças para outro. Para alguns seria a ultima vez que se viam. Os mais fortes eram aproveitados para os trabalhos forçados enquanto que aos mais frágeis, incluindo doentes, velhinhos, crianças e mulheres esperava-os as câmaras de gás, onde não teriam mais de cinco minutos para caírem nos braços da morte. Primeiro as crianças depois, à medida que o gás subia, os adultos, ninguém resistia aos gás. Para os que escapavam a esse destino o caminho a percorrer seria muitíssimo duro, sobrevivendo com duas refeições diárias, tão pobres que não matavam a fome por uma hora. Logo que não tivessem forças para trabalhar já sabiam que iriam sucumbir nas câmaras de gás.
Dentro das casernas o ambiente era tão imundo que até a pessoa mais humana se tornava agressiva num acto de sobrevivência. O convívio com a doença e a morte já fazia parte da rotina diária. Perto do final, com os aliados às portas de Berlim e, portanto, próximo da queda do império, Hitler mandou destruir todos os testemunhos materiais do holocausto esquecendo-se porém que a memória colectiva ninguém consegue apagar. Ficaram celebres os campos de Auchvitz-Birkenau e Bergen Belsen onde ainda hoje cheira a morte nem que seja por uma inalação psicológica que perdurará sempre na mente de todos nós.
Todavia, não esqueçamos que apesar da queda do “Grande Ditador” outros surgiram, ainda que menos lembrados. É o caso de José Estaline que aniquilou tantos compatriotras, de Pinochet no Chile, de Kim Il Sung na Coreia do Norte, que isolaram a Coreia do Norte até hoje, da matança levada a cabo por Sadam Hussein sobre o povo Curdo, dos massacres no Ruanda e na Somália, os massacres em Timor Leste e os atentados aos direitos humanos na China.
Para que não mais exista outro Hitler nos nossos livros de história, não esqueçam: a justiça vence sempre!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Fotos R.Checa












quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Os textos que escrevo tem erros. Poís é, tal deve-se a minha tentativa falivel de tentar acompanhar a fértil memória e imaginação com o teclado.
Vocês sabem...

Česká republika

Pois é, voltei.
E como vocês partilham da inteligência humana já se devem ter apercebido que desta ocasião calhou-me a Republica Checa, mais particulamente uma pequena mas frondosa vila a que por lá chamam Chastrava.
Ora portanto, vamos lá começar pelo início, senão daqui a pouco pareço o Saramago a escrever, cheio de enredos e pés sem meias e meias sem pés e frases sem pontuação ou pontuação a minha maneira.
Desta vez parti demanha, como sempre cheio de armas e bagagens, até pareço uma mulher, daquelas empiriquitadas. E parti para longe do meu Pais, por nove dias, é a vida de camionista...esses nómadas da actual fase de desenvolvimento da civilização, sem tenda remendada mas com um reluzente camião. Mais uma vez despedi-me de quem vi na aldeia, porque pelos vistos aqui, meio familiar de grande pequenez, todos ficam logo de saudades minhas até quem eu nunca sequer me coube um bocado no coração.
Adiante, que estou demorosamente sentimentalista. Prego na chapa que se faz tarde e lá fomos, cortanto Espanha, França, Alemanha até o destino marcado: Chastrava, na República Checa.
Na França, estrada do centro fizemos uma paragem para arranjar uma massita esparguete que soube que nem chocolate, para quem dele se lambe. Vira que se assa mal terminamos o repasto, domindo na Alemanha das salsichas gigantes. É um país bem organizado, sem margem de dúvida, mas também muito igual em si, sem grandes constrastes. Cidades gigantes, colinas verdes, florestas....florestas, colinas verdes e castanhas, Cidades gigantes e gente de poucas falas mas muito competente.
Depois foi entrar na Checa, país, bem entendido, porque elas lá estavam logo a entrada, heheheheh, assim como casas de coração cor de rosa. A sorte é que eu não sou dessas vidas, heheheheh. Mas já as jovens Checas não me importava de trazer uma comigo, até me senti revigorisado verdadeiro, sim tu sabes quem és, eu não sou o unico. Subiu-me o meu ego com aqueles olhares quimicos, vocês sabem! Louras, giras e olhar tao timido quando malandro, lol. Senti-me bonito, giro, galã, o maior,...
Mas hade haver mais, por breves trechos de momentos pensei em ficar logo por lá a labutar na fábrica onde descarregamos. Olhem e não é que havia lá um bar com o nome Jonhy; sinais do tempo de globalização e dispersão, talvez numa tentativa de imitação à chinês, eu próprio já estou é dúbio. E os travantes, grandes máquinas capazes de resistir a todos os males mundiais e espaciais, brum, shpo, brum, que som estereofónico magnífico, lindo atrevo-me a dizer. De resto era Skoda para ali e para aqui e ordem inversa ou coisa que valha.
E enfim, lá passamos o fim de semana a ver ruas e passar o velho comboio, que deve ser ainda um fóssil comunista.
Descarregamos e fomos carregar a Magderburgo na Alemanha, para Lugo, Espanha.
Bem para baixo chovia se Deus a dava ma so bicho não baixou dos 90 Km\h. E qunado fizemos uma pargem para mudar de cartão, para variara em França, perto de Angouléme, lá veio um rabeta para o nosso lado sem tirar os olhos, e eu bem tentava desviar mas o raio da curiosidade não deixa. Porra sá elas é que não vem ter connosco, hehehe, isso sim era conversa, heheheh
Mas enfim, bora lá daí para fora antes que pega-se no estintor e consequências maiores poderiam surgir.
E pronto, viemos para Espanha e eu para Portugal, pois tive que trazer o camião a outro que trazia roupas para a La Redoute e já não tinha horário. Boa malta, e disseram-me que eu tinha que pegar num camião....ai o que ai vem
Forte abraço

domingo, 6 de janeiro de 2008

Agora sobre a gélida Alemanha

Foi assim que tudo se passou:
Arranquei apressado, amanhei-me no camião e bota para a estrada que se faz tarde. Depois foi sempre a malhar de noite até à Alemanha, para lá com bom tempo mas na volta com uma tempestuosa chuvada até Valladolid.
Destrinçando a coisa por miúdos posso contar-vos que atravessamos a França toda de noite para estarmos a tempo em Korvach, pequena cidade ou vila nos arrabaldes de Colónia. As estradas na Alemanha sao demoniacas tudo em obras e vias delgadas como fios de cabelo, claro do grisalho, também não exageremos, eheh. Mas fiquei espantado porque na Alemanha as fábricas tem boas condições para os camineros: limpeza e comodidade, ao contrário da Itália que nos tratam pior que cães assanhados, neste aspecto, porque parece que os italianos gostam muito dos camionistas, mas livra dessa rapaz...eu continuo na minha firme convicção, eheheh
Falando ainda da França, Paris é enormidade descomunal, cidade luz também é vero, mas porra, quatro horas para atravessa-la de ponta a ponta é obra...nunca vi uma coisa assim. Os carros não descolam formando uma fileira que mais se assemelha a carreiras de brugos dos pinheiros.
As rectas parecem infindas, não alcansando um falcão o seu longinquo terminus...então a recta de Bordéus, parace o caminho de São Tiago, esse caminheiro de pés incansável e insassiável no desbravar de novas terras...
Agora já na Alemanha, que catano, não percebo patavina de Alemão, parece que estao a comer nozes enquanto enrrugam a língua para falar, raios partam tal lingua mais quem a inventou...embora sejam muito organizados, fiquei abismado! E as salsishas...mais parecem é um paio portuga mais dotadas de comprimento, ehehe.
Olhem mais uma vez provoquei uma binha na portagem porque teimava em colocar na ranhura o cartão espanhol em vez do françês, já apitavam e tudo...a arrancar já nem acertava as mudanças, :). Mas é sempre em frente e fé em Deus.
Já na vinda, decidimos encostar a cabeça na almofoda em Araia, na grande área de serviço. Era só portugueses e olhem foi malhar litros de coca cola enquanto os outros malhavam litros de canhas (finos), ... e foi como vos digo que cheguei a casa às 14 horas de hoje.
Fiquem bem

Dizem que as galinhas pretas dão sorte?

Olá pessoal, como vão essas forças?
Eu cá estou acabado de chegar da Alemanha, com algumas para vos contar, :)
Bem, antes de ir e como é da praxe despedi-me da minha família, prometendo-lhe apresentar-me são e de rijas forças daí a uns dias nomadizando por outras terras do velho continente.
Bem a primeira pessoa foi a minha avózinha, e digo avózinha tanto pela rugas testemunhas de outras lides e épocas como pelo tenro carinho que me cintila no coração. Mas, mais uma vez o inesperado aconteceu quando saí de ao pé dela...pois andava uma astuta galinha a passear na rua tentando fugir a anos de pesadas e longas esperas no temível cativeiro, eheheh. Contudo, o mais engraçado foi que andava lá um homem, conhecido cá nestas bandas por Nenhas, atrás dela e eu, para não parte fraca, armado em super homem da malta galinácia dei também em segui-la entre os ligeiros labirintos de um parque de merendas. O sr. Nenhas tinha medo que lhe mordesse mas eu depois de uma escorregade-la deixei-a especada em cima dos escorregadios paralelos. Estava tudo bem e os mirantes que por ali passavam deram-me uns fervorosos parabéns, até que quando fui a ver a galinha não se mexia, retorquindo aos emsmos que devia ter-se cansado. Pois cansou-se foi de vez, eheheheh
E pronto fui prepara as malas de cigano e arranquei nestes termos....
Grande abraço

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Acabei a minha relação com o Álcool

Desta foi de vez, abandonei-o. The Final Cut.
Bem depois de uns anos a apanhar umas mocas valentes decidi abandonar esse malandro que tanto me acompanhou.
Passo a relatar. Nunca vos disse, mas desde os meus tempos de estudante em Coimbra que ora em vez pu secalhar mais vez em hora apanhava umas mantas valentes. De algumas guardo boas memórias mas também houve casos em que a coisa deu para o torto.
Uma vez,por exemplo tentei manter-me em pé para entrar na discoteca mas o estado era de tal forma grave que mal entrei fiquei especado no meio da pista e não sei nem como nem quem me levou para casa. Outra, dormi à porta de casa porque não encontrava a campainha para não falar das vezes que esmorrei o carro na entrada de casa mas penso que foi o portão que se encolheu ou o carro alargou, eheheh
E prontos já tinha tentado deixar o desgraçado duas vezes mas acabei por cair sempre na tentação, até que tive a passagem de ano mais tortuosa da minha vida. Senão vejamos: estava tudo a correr bem quando me dei no meio de uma confusão de pancada...eu que até sou bastante calmo. Mas ando anormalmente nervoso, foram muitas mudanças, e por vezes pensamos que o raio do alcaro nos faz esquecer os problemas e não, apenas se ocultam momentaneamente. Mas olhem estou envergonhado e desiludido comigo mesmo porque eu não sou assim. Deixei-me descontrolar e desiludi-vos também, mas já prometi a mim mesmo que foi o ponto final.
Afinal um Homem quando luta consegue sempre o que quer.
Grande abraço

Fui a Itália...

Olá malta: amigos e colegas. A minha primeira viagem teve como destino Itália, de facto um país deslumbrante.
Seja como for, vou-vos contar os pormenores. Estava eu ainda na cama de ressaca de minis e recebo um telefonema da empresa a perguntar se eu conseguia estar pronto ao meio dia de domingo para arrancar para a Itália. Ora, eu farto de estar em casa respondi prontamente de forma positiva. Foi o cabo dos trabalhos para preparar a roupa, comida, e as pequenas coisitas de higiene pessoal. Mas, enfim, com muito aferro lá consegui estar pronto a horas. Posto isto foi a viagem aluciante até Mangualde; acho que voei no lugar de andar com as rodas bem assentes na estrada, de tal forma que o meu pai se enconstou com o coração colado ao banco sem dizer um aí...
Chegado lá já estava o meu colega à minha espera e a primeiro coisa que me disse foi exactamente isto: é você a levar o camião. Nesse momento flamejou-me assustado o coração porque eu nunca tinha conduzido um "bicho" tao grande. Mas corajoso arranquei ainda aos soluções porque a caixa é muito diferente de um carro normal. Logo na primeira paragem perante um semáforo a arrancar estava com a marcha atrás engatada mandei um solavanco para trás que o táxi que estava na retaguarda recuou num ápice para aí uns 20 metros, eheheheh.
E lá fomos nós aos arranques até à A25. Olhem quando cheguei a Vilar Formoso arrepiei-me de nostalgia de Portugal, país que apesar de ter sido cruel para mim continua a trespassar-me o coração como uma espada do rei Artur.
Dormi-mos já perto da França e demanhã tomamos o pequeno almoço eram 9 horas. As espanholas sao muito simpáticas e giras...eheheh
Chegou-se a hora de arrancar e passamos França dormindo já perto de Génova para o primeiro cliente. Nem queiram imaginar as peripécias mirabolantes para decarregar demanhã.
Daí seguimos por Bolonha, Parma até ao segundo cliente e avançamos para o terceiro situado a sensivelmente 7 horas daí, nos longínquos arrabaldes de Nápoles. Aqui estava -3º, de tal forma que quando me levantei e sai à rua para fazer o xixizinho matinal a minha pilinha ficou tão envergonhada que por momentos pensei que a tinha perdido, eheheh, e depois como era? Posto isto foi carregar numa pequena mas belíssima cidade e arrancar a todo o gás para Portugal. Pareciamos o TGV nos tuneís Italianos, sempre a malhar forte e feio...
Mas olhem se consideram os portugueses loucos na estrada é porque nunca conduziram em Itália, é a lei da bala.
Há, e porra não compreendo como num país com tantas mulheres bonitas há tantos paneleiros. Até fazem sinais aos camionistas a oferecerem os seu préstimos. Enfim...
Na volta comemos num restaurante em Espanha.O bife era tão grande que saía para fora das bordas de um prato já de si gigantão. No final os camineros tiveram direito a trazer uma garrafa de vinho para Portugal.
Só para rematar não me posso esquecer que tomei banho numa área de serviço na entrada de França, sentido Itália- França. Bem andava lá uma inspecção e lá fui eu perguntar ao senhor: Monsieur, je veux pendre une duche, lol. Mandou-me para a casa de banho das mulheres. Lá estava eu a fazer a barba e eis que entra uma mulher toda assustada ao ver-me ali e eu lá lhe disse Le WC des hommes c´est fermé. Olhem qual não fo o espanto quando ela nos viu a falar português e nos retorquiu "ei eu sou brasileira". Vinha com o marido, também camionista.
...assim de professor passei a Camionista ou mais pomposamente Motorista TIR.
E digo-vos uma coisa malta: é preciso ter tomates para ser camionista no Internacional. Não imaginam como é, só experimentando. E não percebo porque somos tão odiados pela polícia...somos humanos - comemos, cagamos, mijamos e fo... tal qual as outras pessoas portuguesmente falando.
Até à próxima meus amigos
Forte abraço aqui do Joni

Como tudo começou

Até à uns tempos atrás desempenhei a profissão de professor de Geografia. Tal como tudo o que faço na vida coloquei ao seu serviço todo o empenho, entusiasmo e afinco. Contudo, depois de cinco anos a prestar vassalagem aos devaneios entorpecidos dos galos do poleiro deitaram-me a outros para as longas e tristonhas fileiras do desemprego. Se bem que possa dizer com segurança que nunca estive empregado, apenas a trabalhar por gosto, pois o que ganhei não chegou para as despesas: fui mais um nómada pelas escolas portuguesas. Foi o golpe final numa vida em prol de uma causa infelismente infértil.
Farto de estar em casa, num estado que morbidiza qualquer ser humano ao mesmo tempo que o deixa num estado de fácil irritação, decidi aproveitar o pé de meia que já possuia: carta de condução de pesados.
Depois de uma busca díficil ao encontro de um trabalho surgiu esta oportunidade que aproveitei, sabendo de antemão que não é nada fácil, ao invés, é muito dura e pouco dignificada por algumas mentes obtusas que circulam por este mundo fora.
Enfim...a vida é mesmo assim uma verdadeira caixa de surpresas onde o inesperado pode acontecer a qualquer momento, e talvez seja esta a graça de viver - sem ter tudo formatado.
Este blog foi criado para vocês que gostam de mim...e me acompanham em cada passo da minha longa caminhada.