quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Animais na A22 - um perigo com consequências graves

Na semana passada era uma galinha que se pavoneava na A 22, sentido Olhão-Albufeira, desta feita foi um cão que surpreendentemente galgou – assemelhava-se a um galgo a pular – o separador central, deu dois ou três pulos até à via mais à direita, onde circulavamos, embatendo violentamente no nosso veículo, destrinçando pára-choques, ópticas e guarda-lamas do lado direito. Foi tão rápido que nem deu tempo de reacção. O tempo nesse dia amanhaceu com chuviscos e a estrada estava molhada, uma travagem poderia ser fatal para nós. Mas foi de tal repentinidade que nem tão-só permitiu isso e ainda bem.
Ali paramos uns poucos de metros à frente, ligar quatro piscas e toca a contar trinta metros bem medidos para colocar o triângulo, sem que antes vestisse o colete retroreflector.
Primeira coisa, ligar às autoridades competentes, Brigada de trânsito, que nos afiançaram que acorreriam de imediato ao sinistro. Entretanto, apareceu por ali um senhor da concessionária. Estacionou a carrinha um par de metros atrás de nós, e dirigiu-se para adagar do sucedido. Não sei se havia tido insónias durante a noite, mas a mal-disposição cheirava a milhas. Pusemo-lo ao corrente e adiantamos que já tinhamos comunicado à BT.
- Eu não vi cão nenhum – disse em tom a rasar a grosseria.
Também não lhe dirigimos muito mais palavras. Nisto, balbaciou entre dentes que ia comunicar ao chefe dele para vir resolver a situação.
Chegou o dito chefe.
- Bom dia, estão bem? – Exclamou um tom de preocupação.
Pelo menos o chefe aparentou ter ar de pessoa bem formada. Tirou fotografias aos estragos, de vários ângulos para que ficassem bem registados. No final informou-nos que tinha encontrado o cão, cerca de duzentes metros à nossa ré. Pronto, tratou do caso e dirigiu-se para outro despiste provocado por um animal, dois ou três quilómetros à frente, segundo ele.
Estavamos admirados com a Brigada que não chegava. Acabou por aparecer passadas três horas. Já deitavamos lume pelos olhos, fartos de esperar e com o dia de trabalho perdido.
Enfim, trataram de fazer os registos que são de lei, e ainda deixaram no ar que fazem muitas ocorrências deste género mas nunca souberam como são os desfeixos.
Fizemos uma reclamação na área de serviço mais próxima, onde expusemos detalhadamente e passo por passo todo este acontecimento.
De acordo com o técnico do seguro estes casos demoram nunca antes de dois anos a resolver.
Conclusão, toca a pagar a franquia de 250 euros do seguro e desejar que seja reembolsada mais tarde. Caso não tivesse seguro contra todos os riscos, teria que desembolsar perto de 2 500 euros e sonhar que um dia me viessem a ser restituídos.
E esta....

6 comentários:

B.C. disse...

Passei por uma situação análoga aqui no Brasil.

O que me chamou muito a atenção foi que durante os 350km até a capital do estado onde mora, passamos por 14 cachorros. Sendo que, infelizmente, não conseguimos deixar de atropelar o 14º.

Coonsegui frear e o estrago foi pouco... nem precisei de acionar a seguradora.

Anônimo disse...

Da galinha aos animais de grande porte aparecerem de surpresa na estrada ou na auto-estrada e coisa que acontece em qualquer parte do globo e ninguem pode fazer nada para os evitar,ou sera que pode?!Aqui no UK tambem seria coisa que nao deveria acontecer,no entanto desde gazelas,veados,faisoes,raposas e ate vacas e uma constante!Recordo-me nao ha muito tempo uma vaca entrou na auto-estrada M6 e provocou um grande pandemonio e corte desta nos dois sentidos porque a vaca deu em correr atras da policia e nao foi facil resolver este problema!!!Tanto quanto sei neste pais acidentes com animais sao da nossa inteira responsabilidade e nada de compensacoes!!!!No entanto lamento o que lhe aconteceu e bom ficar a saber como funcionam as coisas no nosso"cantinho"!!!Abraco ,Laura Pinto

Joni disse...

Caro B.C.

Bem vindo ao blogue.
Aqui em Portugal é frequente vermos cães a atravessar nas estradas nacionais, todavia isso não devia acontecer nos itinerários principais e nas auto-estradas, uma vez que em ambos os casos se encontram vedadas. Mas, ou pela baixa altura das redes, ou pela sua ruptura nalguns sítios, de vez em quando lá aparecem cães, galinhas, gatos e até javalis a passearem.

Neste caso, os estragos no carro foram consideráveis, felizmente está segurado contra todos os riscos. Estes carros modernos são uns comilões de dinheiro.

Abraço

Joni disse...

Cara Laura Pinto

Tive o privilégio de percorrer um troço da M6, quando fui a Tamworth descarregar o interior dos tectos dos automóveis (fabricados cá no nosso cantinho) que equipam algumas marcas de automóveis ingleses.
Foi uma viagem interessante, da qual tenho algumas situações hilariantes para contar, num próximo post.
Por aqui também já ouve situações semelhantes, mas em estradas nacionais.
Uma rapariga conhecida bateu contra um cavalo à entrada de Faro e o carro foi para a sucata. No nosso caso foi diferente, porque conteceu na auto-estrada onde supostamente não deveriam circular animais. Além disso existem as concessionárias responsáveis pela manutenção das auto-estradas, que na sua maioria são pagas com portagens.
Vamos lá ver como os seguro vai agora resolver isto.

Abraço de Portugal para o Reino de sua Majestade

AmSilva® disse...

Olha o que te digo é que eu por não fazer bem a reclamação fiquei com 1200€ a "arder"...

nestes casos a reclamação tem que ser feita nas instalações dos "donos" da via... e participar também á GNR (BT)
caso contrário não há reembolso nem pagamentos de estragos a ninguém...
è o país que temos com as leis que desconhecemos!

Joni disse...

AmSilva,

Nós tratamos de tudo, inclusivamente de fazer a reclamação na área de serviço mais próxima, foi o militar de BT que nos avisou.
Vamos lá ver se algum dia veremos o dinheiro.
Boas viagens
Abraço